Sono na mulher

O sono da mulher é diferente do sono do homem. Os problemas para dormir são frequentes e alguns deles, como insônia, são mais comuns no sexo feminino, além de piorarem com o avanço da idade.

A rotina da mulher moderna é muito corrida pois muitas vezes tem dupla jornada de trabalho, vida social e familiar, serviços domésticos e prática de esportes. Para realizar todas essas funções, ela acaba dormindo menos que necessita para descansar. Adiciona-se a isso a possibilidade de a mulher necessitar de um período maior de sono de acordo com alguns estudos na área, o que piora ainda mais este problema.

Como resultado dessa falta de sono podem acontecer ansiedade, irritabilidade, déficit de memória, dificuldade de concentração, sonolência diurna, dentre várias outros sintomas.

Essa “falta de tempo” da mulher multitarefa gera uma rotina de sono inadequada. A aceleração de pensamentos ao deitar pode gerar insônia. O uso de medicamentos, doenças clínicas e psiquiátricas e alterações hormonais também são facilitadores para um sono ruim.

Na gestação, o sono da mulher pode ser afetado pelo aumento de peso, refluxo, dificuldade de posicionamento e acordar diversas vezes para ir ao banheiro, principalmente no terceiro trimestre. Nesta fase, ronco, apneia do sono, insônia e síndrome das pernas inquietas são os principais distúrbios.

apneia obstrutiva do sono (AOS) também ocorre nas mulheres e os principais fatores associados são a menopausa e o ganho de peso. Além da AOS, a insônia também pode acontecer nesta fase. A oscilação hormonal, ansiedade, depressão, ondas de calor e fatores comportamentais associados a um padrão prévio de sono ruim estão entre as principais causas.

Também é importante lembrar que o ronco e a apneia podem acometer o companheiro de cama e atrapalhar bastante o sono.

Independente da fase da vida, é importante manter uma rotina saudável e uma boa higiene do sono. O tratamento pode envolver várias especialidades médicas e é importante buscar ajuda.

Está dormindo mal? Agende uma consulta para avaliarmos o seu caso!

 

Texto: Dra. Mariana Maia 

Otorrinolaringologista, Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e da Associação Brasileira do Sono